TCC: em que pé que tá essa joça?
Acho que devo explicações sobre meu TCC, afinal criei este blog justamente para falar dele.
Foi um início bem conturbado. Primeiro, porque meu objetivo inicial (e ingênuo) era testar todos os softwares possíveis, de todas as atividades nas quais o design pudesse estar minimamente envolvido. Depois, eu me apaixonei por tipografia – por causa do professor que lecionava essa matéria ano passado (e também é coordenador do curso) que é um ótimo professor, daqueles exigentes na medida certa, e com quem você gosta de bater papo por horas -, e resolvi, também ingenuamente, conduzir a pesquisa pros softwares open source de tipografia. Ou melhor, pro único software, afinal só existe o Font Forge.
Aí, eu caí na real, conversei com professores, e decidi focar nos de desenho vetorial e edição de imagens bitmap. Já está quase tudo definido, já passou a parte da pesquisa grossa, e em mais ou menos dois meses eu já caio na pesquisa de campo propriamente dita.
Explico: primeiramente, fiz pesquisa histórica – eu adoro História. Falei da história da informática, da computação gráfica, da interface de usuário. No segundo capítulo, contextualizei a informática dentro do design, falei (pouco, reconheço) da transição da época em que ainda se fazia composição e layouts à mão pra época em que já havia Macintoshes e Amigas auxiliando no trabalho. O terceiro foi sobre os softwares open source, um capítulo que englobava licenciamentos e toda essa parte chata e burocrática. No quarto capítulo, falei da indústria do software mais especificamente, das diferenças entre licenciamentos de software open source e proprietário. O último capítulo foi sobre metodologia. Foi o capítulo mais incompleto, porque não sabia direito (aliás, ainda não ficou muito claro para mim) como fazer as avaliações. Mas enfim, essa foi a única reclamação por parte da relatoria.
Agora, na segunda fase, é corrigir o texto, acrescentar o que faltou, extrair o que sobrou e partir pra pesquisa de campo, com testes de usabilidade, checklists e o diabo ISO/DIN. Depois, tabular resultados, elaborar conclusões e pronto. Falando assim até parece fácil, mas tem uma carga de trabalho imensa, principalmente quando se trata do teste de usabilidade, porque tem uma série de exigências a respeito de local onde é realizado, perfil do usuário envolvido, parafernália em volta usada pra registrar tudo, um trabalho do cão.
Aguardem cenas dos próximos capítulos.
Citation needed
Quando se faz uma pesquisa científica, deve-se ver o problema “de fora”. No meu caso, vou pesquisar a respeito dos softwares open source e sua aplicabilidade como ferramenta par designers. Meu pré-conceito diz que os open source vão perder e que os proprietários são muito superiores, mas eu não posso chegar a conclusões precipitadamente. Eu preciso provar com pesquisa bibliográfica, de campo, quantitativa e qualitativa, e apenas depois disso elaborar uma conclusão. E devo ter um cuidado que muitos pesquisadores não têm: tem gente que ama tanto o seu tema que encontra base para provar sua hipótese. Se for assim, nem precisa fazer pesquisa, oras!
Seguem abaixo trechos de alguns livros que usei como referência.
“[...] a informática pode ser utilizada em praticamente toda a atividade humana. Mas seus efeitos são especialmente avassaladores em algumas, principalmente pela drástica redução de mão-de-obra e aumento vertiginoso da produtividade.”
[CARMO, João C. O que é informática. Coleção Primeiros Passos. 2ª edição. São Paulo: Brasiliense, 1986, p. 46]
“[...] os desenvolvimentos digitais oferecem aos designers um leque de ferramentas de luxo para explorarem, desenvolverem e realizarem idéias de formas mais eficientes, mais rápidas e baratas.”
[GORDON, Bob e Margie. O guia completo do Design Gráfico Digital. Lisboa: Livros e Livros, 2003, p.9]
“Quando você projeta um objeto com o computador, cria um modelo eletrônico descrevendo todas as três dimensões do objeto. Se você quiser ver o objeto de uma perspectiva diferente, pode pedir para o computador exibi-lo em outra visualização. No papel, você precisa produzir um desenho diferente para cada visualização e, se fizer alterações, terá de redesenhar todas as visualizações afetadas.”
[NORTON, Peter. Introdução à informática. São Paulo: Makron Books, 1996, p. 9]
“Com o aparecimento de plataformas operacionais como os sistemas Macintosh (introduzido pela Apple em 1984) e Windows (introduzido pela Microsoft para concorrer com o primeiro), tornou-se não somente possível como simples e barato manipular fontes, espacejamento, entrelinhamento e uma série de outros elementos gráficos que antes era de domínio quase exclusivo do tipógrafo profissional. Como conseqüência, o exercício do design gráfico – ou pelo menos do seu aspecto instrumental – foi democratizado de modo radical e decisivo, processo que aparenta estar apenas no início.”
[DENIS, Rafael Cardoso. Uma introdução à história do design. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 2000, p. 214]
“Em um sistema em que a prosperidade depende de um consumo sempre crescente, a idéia de produtos descartáveis passa não somente a fazer sentido mas se torna uma necessidade. Quanto mais se joga fora, mais oportunidade se gera para produzir de novo o mesmo artigo, o que ajuda a manter uma taxa positiva de crescimento. A pratica de descarte se tornou tão central à filosofia da indústria americana nessa época que acabou sendo levada ao palco conceitual: levando a idéia da obsolescência estilística à sua conclusão lógica, muitas indústrias deram início [...] a uma política de obsolescência programada, ou seja, de fabricar produtos projetados para funcionar por um tempo limitado. Embora os avanços tecnológicos permitissem criar produtos que durassem cada vez mais, não era necessariamente do interesse do produtor que isso ocorrece. A meta do sistema era estimular o consumo de reposição, aproveitando uma superabundância de materiais e de capacidade produtiva para manter o crescimento contínuo do todo.”
[Op Cit. p. 151]
Devagar se vai ao longe – updated
Neste momento, depois de algumas reviravoltas, meu projeto está tomando corpo. Agora, está em desenvolvimento o meu projeto de pesquisa. Seguem abaixo alguns tópicos dos quais tratarei nele e que serão aprofundados caso ele seja aprovado e eu vá para a primeira fase do TCC:
- Introdução da informática como ferramenta de design
- Designers precursores
- Facilidades trazidas pelo computador
- Designer responsável pelo processo: eliminação de fotolitos, letraset, etc
- Influência da informática no processo de design
- Popularização das ferramentas e dos meios de produção
- Leigos fazendo “design”/design instintivo/banalização do design/templates
- Desktop publishing
- Softwares acessíveis
- Pirataria
- Importância do conhecimento instrumental das ferramentas
- “Ditadura da ferramenta”
- Designer à mercê do software
- Obsolescência programada
- Ferramentas desnecessárias
- Preços, custos e pirataria
- Definição de open source
- FOSS e as várias categorias de software open source
- Tipos de licensiamento
- A licensa proprietária (EULA)
- Open source vs. desenvolvimento fechado
- Vantagens do open source sobre o proprietário
- Vantagens do proprietário sobre o open source
- Empresas que investem em software open source
- Vantagens e desvantagens que o open source pode proporcionar nesta área específica
- Levantamento das ferramentas existentes e seus semelhantes proprietários
- Comparação entre funções, preços, formatos e outros dados técnicos
- Teste de usabilidade com softwares open source e proprietários
- Estudos de casos: Blender Foundation (Peach, Elephants Dream, Apricot), Plumíferos, etc.
- Resultados e conclusões feitas a partir das comparações
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Ao ilustre senhor que primeiro comentou esta postagem, tenho algo a dizer: Espero que você também faça, com louvores e elogios, seu TCC, e seja tão elogiado quando eu, que apenas tive uma conversa preliminar com meu possível orientador. Muito obrigado pela audiência e volte sempre.
Tipo Livre
Acho que finalmente encontrei um rumo para o projeto que virá a se tornar meu TCC, porque também encontrei um rumo para mim mesma no Design Gráfico: tipografia. Design de tipos com software livre e, se o tempo permitir, editoração também. A idéia agora, já bastante amadurecida, é fazer uma catalogação, avaliação e experimentação com softwares de licensa livre, mas não de qualquer área, ou não de todas as áreas, mas no que diz respeito à produção tipográfica.
Tipografia é uma arte. Mais ou menos como construir uma catedral gótica ou uma caravela portuguesa, design de tipos é quase uma engenharia. Tem seus segredos, seus macetes, e muitas vezes só iniciados percebem alguns detalhes. Parece uma romantização de uma área tão pouco conhecida (pelo menos aqui no Brasil), mas é verdade.
Sobre esse assunto, ou seja, tipografia e open source, sugiro uma visitinha nos links que se seguem:
A volta dos que não foram
Chega um momento na vida de todo estudante universitário em que ele tem que rever suas prioridades, e como minhas prioridades eram a faculdade (e outros blogs), deixei o Designix completamente de lado e fui cuidar da vida. Centenas de outras coisas aconteceram, até o meu abandono total do projeto que me levou a criá-lo, até a mudança repentina de volta à ele.
Pois bem, declaro aqui a volta oficial deste blog, mesmo que nem tão freqüentemente atualizado como eu gostaria, mas ainda vivo. Há muito o que postar aqui, afinal ele será o changelog do meu Trabalho de Conclusão de Curso, sobre o uso de softwares livres como ferramentas para designers.
Minha idéia inicial era fazer um apanhado comparativo entre os softwares, abrangendo desde funções, usabilidade e tudo o mais. Depois pensei em fazer estudos de caso de projetos como Elephants Dream e Peach, além do estúdio argentino que está trabalhando no longa Plumíferos e de escritórios de design que vi por aí, como por exemplo o Eduardo Agni, ou iniciativas como o Mundesign, que trabalham com softwares que são desenvolvidos de acordo com este modelo.
Confesso que eu tenho um medo absurdo de chegar ao final desta pesquisa com a conclusão que eu tenho agora: softwares livres voltados para esta atividade ainda são fraquinhos, apesar de projetos fortes como o Blender para contrabalançar isso. Mas mesmo que eu chegue a esta conclusão, acho que pode sim contribuir para o avanço destes mesmos softwares.
Segunda confissão: eu adoro softwares proprietários. Adoro softwares da Adobe (principalmente Illustrator, InDesign e Fireworks), até gostaria de poder pagar o preço absurdo dos licenciamentos que eles cobram. Mas também gosto dos softwares open source. Pelo seu modelo de desenvolvimento, pela forma como de um simples hobby eles se tornam grandes ferramentas (ou não), e até pela filosofia, apesar de achar o richard Stallman um tremendo maluco que só empata e traz má fama pro “movimento”.
É isso aí. Bola pra frente bolar logo o projeto de pesquisa, torcer pro orientador que estou de olho aceitar o convite, instalar o ubuntu Studio aqui (atualmente usando Fedora 7) e ver no que isso vai dar.
P.S.: Ah sim! Pretendo postar aqui pelo menos uma vez por mês.
Em breve
Pequena pausa na série Linux não é Windows. Antes que o novo (e, por enquanto, único) colaborador deste blog comece a postar, gostaria de listar algumas coisas que gostaria de trazer a este blog, que por sinal está entregue às moscas – novidades!
- Abordagem de outros assuntos além de design, relacionados a software livre
- Tutoriais
- Fichamentos de livros que ando lendo sobre o assunto
- Traduções de artigos (como a que já está sendo feita do artigo Linux is not Windows)
- Resenhas de livros
Sobre o novo colaborador: Ele se chama Caio e eu o conheci através da comunidade Linux vs Windows. Inteligente pra caramba, não tem opinião extremista sobre open source e afins (i.e., não é um xiita), já tem alguns ótimos artigos prontos pra postar aqui e escreve muito bem. Quando ele começar a escrever aqui, vocês vão ver.
Bom, pra não dizer que não teve nenhum conteúdo relevante nesta postagem, seguem abaixo alguns screenshots do Blender, software de modelagem, animação e edição que eu AMO e adotei como padrão na minha estação gráfica Linux aqui em casa
É isso aí! Até a próxima.
Pirataria
No meu outro blog publiquei hoje um artigo tratando da pirataria de software e de mídia. Vale a pena a leitura.
Xara Xtreme
Fiz hoje uma ilustração no Xara Xtreme, baseada num desenho que fiz num caderno meu. Na minha opinião, para ilustrações desse tipo, o Xara é melhor que o Corel Draw. O Corel é muito travado pra editar nós, algumas opções estão muito escondidas, além de uma coisa chata que o Corel tem que a maioria das pessoas que conhecem o bicho sabem: ele não lida bem com transparências.

No blog do LedStyle, ele faz uma resenha muito boa sobre o Xara, além de entrar em mais detalhes a respeito de ferramentas do software, e disponibilizar um video para download, demonstrando alguns recursos do software.
Pessoalmente, eu não tinha gostado do Inkscape, o achava muito limitado, e o Drawing do OpenOffice.org é muito esquisito, mas depois que saiu o Xara, não quis saber de outra coisa para vetor no Linux – se bem que existe a versão pra Windows, mais completa até que sua versão pra Linux, mas no Windows eu uso Corel mesmo, por questões de compatibilidade com arquivos criados na faculdade, nos PCs.
Por enquanto, ainda não saiu uma versão para Mac OS X e a equipe de desenvolvedores está trabalhando nisso, mas ficamos no aguardo, já que o objetivo da minha pesquisa não é focar sistemas operacionais. Melhor seria que cada software tivesse uma versão para cada sistema (como o Blender, que possui uma versão até pra IRIX!), e assim deixar o usuário muito mais livre e com muito mais possibilidades de escolha.
O Xara Xtreme for Linux pode ser baixado aqui, e for Windows, aqui. A versão Windows é trial (15 dias), e pesa 21 MB, custando 79 dólares para compra. A versão Linux é gratuíta e pesa 19 MB.
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Um colega meu viu as diretrizes apresentadas neste blog depois que passei o link para ele e fe as seguites sugestões:
Eu recomendo telefonar ou ir pessoalmente até as agências, o Luiz Felipe e a Natalie do 4º ano [colegas de curso que estavam fazendo TFG] me pediram uma página em php também pra levantamento de dados, eles tiveram muito pouco retorno. Eu penso que falar diretamente com a pessoa é melhor pq é mais rápido. Depender da boa vontade das pessoas não é bom, as pessoas não tem boa vontade!!!
Não seria melhor vc levantar categorias de software? Digo… invez de perguntar se a pessoa utiliza corel, illustrator, photoshop, etc… pergunte qual é o software usado para ilustração vetorial, tratamento de imagens, etc… É menos cansativo para você e para quem vai responder.
Às vezes a gente chega a uma conclusão que não é o que a gente queria chegar. Não se assuste se no final da pesquisa você concluir que usar software proprietário é “melhor” do que livre. Da mesma forma que achei absurda a nota que os usuários deram ao site da prefeitura [tema do TFG dele - Usabilidade]. Eu queria que a nota fosse menor! Mas jamais mascare os resultados… às vezes dá vontade de fazer isso.
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Decidi que minha pesquisa será voltada somente a softwares de tratamento de imagem e vetoriais. Imagine o trabalho do cão pra testar e comparar softwares de modelagem 3D e animação, edição de vídeo, pós-edição de vídeo, CAD, animação 2D…
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Ah, sim! Esses dias fiz um trabalho inteiro usando softwares open source: um cartaz ilustrado, usando o Xara Xtreme e o GIMP, no Ubuntu Linux.
Guidelines
Já faz algum tempo, eu defini alguns tópicos e assuntos dos quais deveria tratar para compor esta pesquisa, tais como situar o leitor leigo no assunto, explicar as vantagens do software livre (já que este trabalho possivelmente será apresentado à pessoas que não entendem patavina disso), depois a estrutura e o método da pesquisa, e até a bibliografia inicial que estou utilizando. Estas definições, que denominei como guidelines, você pode baixar aqui, em formato PDF.
O método com que eu vou seguir estar guidelines é o que segue abaixo:
- Criar um formulário de pesquisa em PHP para encaminhar às agências de design gráfico de Curitiba, perguntando quais os softwares mais usados por elas.
- Selecionar de 15 a 20 dos softwares proprietários mais utilizados
- Levantar opções livres para estes softwares
- Testar e comparar as versões livres com as versões proprietárias (funcionalidades), baseada nos livros e manuais
- Tabular os dados e concluir a pesquisa
- Se possível, criar uma espécie de OpenCD voltado à designers
Se alguém tiver alguma sugestão, deixe nos comentários, que será muito bem vindo.
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Só pra deixar registrado, o ícone do open source, Linus Torvalds, na minha opinião, até mais que o GNU, a GPL, ou o Richard Stallman, foi considerado pela revista Time como um dos 60 heróis europeus.
Apresentação
Olá! Meu nome é Fabiane, e eu já tenho um blog, o Megalopolis, onde escrevo sobre a Vida, o Universo e Tudo o Mais. Como tenho mil projetos em mente, resolvi que seria legal criar um outro blog para centralizar informações sobre um desses projetos, e assim surgiu o Designix, o blog que você está lendo neste exato momento.
O propósito do Designix: conheci sistemas Unix-based há quase dois anos, quando comecei a faculdade de Design Gráfico e fui apresentada à plataforma Macintosh, da Apple, e que desde 2001 baseia seu sistema operacional em um dos vários sabores de Unix existentes, o BSD. Paralelamente, tive meu primeiro contato com Linux quando o Windows se mostrou inutilizável e, sem condições para um Macintosh, resolvi optar pelo sistema do pinguim.
Depois de sobreviver aos bugs do Windows, decidi há quase três semanas que só usaria o sistema do tio Bill se não houvesse nenhuma outra plataforma computacional disponível por perto, e se fosse extremamente necessário/obrigatório. Apesar disso, já há um bom tempo penso seriamente em desenvolver um projeto de pesquisa que provasse mostrasse que sim!, programas open source são tão bons quanto seus concorrentes proprietários na área do Design Gráfico. Este blog foi criado então com o propósito de ser uma espécie de change log da pesquisa, onde eu pretendo postar resultados, compartilhar experiências e outros conteúdos relacionados.
Se tudo der certo, se as leis de mecenato realmente funcionarem no Brasil, ou se eu tiver dinheiro suficiente para isso, ainda publico um livro sobre o assunto.

