Designix


TCC: em que pé que tá essa joça?

Enviado em da redação por Fabiane no Junho 12, 2008

Acho que devo explicações sobre meu TCC, afinal criei este blog justamente para falar dele.

Foi um início bem conturbado. Primeiro, porque meu objetivo inicial (e ingênuo) era testar todos os softwares possíveis, de todas as atividades nas quais o design pudesse estar minimamente envolvido. Depois, eu me apaixonei por tipografia – por causa do professor que lecionava essa matéria ano passado (e também é coordenador do curso) que é um ótimo professor, daqueles exigentes na medida certa, e com quem você gosta de bater papo por horas -, e resolvi, também ingenuamente, conduzir a pesquisa pros softwares open source de tipografia. Ou melhor, pro único software, afinal só existe o Font Forge.

Aí, eu caí na real, conversei com professores, e decidi focar nos de desenho vetorial e edição de imagens bitmap. Já está quase tudo definido, já passou a parte da pesquisa grossa, e em mais ou menos dois meses eu já caio na pesquisa de campo propriamente dita.

Explico: primeiramente, fiz pesquisa histórica – eu adoro História. Falei da história da informática, da computação gráfica, da interface de usuário. No segundo capítulo, contextualizei a informática dentro do design, falei (pouco, reconheço) da transição da época em que ainda se fazia composição e layouts à mão pra época em que já havia Macintoshes e Amigas auxiliando no trabalho. O terceiro foi sobre os softwares open source, um capítulo que englobava licenciamentos e toda essa parte chata e burocrática. No quarto capítulo, falei da indústria do software mais especificamente, das diferenças entre licenciamentos de software open source e proprietário. O último capítulo foi sobre metodologia. Foi o capítulo mais incompleto, porque não sabia direito (aliás, ainda não ficou muito claro para mim) como fazer as avaliações. Mas enfim, essa foi a única reclamação por parte da relatoria.

Agora, na segunda fase, é corrigir o texto, acrescentar o que faltou, extrair o que sobrou e partir pra pesquisa de campo, com testes de usabilidade, checklists e o diabo ISO/DIN. Depois, tabular resultados, elaborar conclusões e pronto. Falando assim até parece fácil, mas tem uma carga de trabalho imensa, principalmente quando se trata do teste de usabilidade, porque tem uma série de exigências a respeito de local onde é realizado, perfil do usuário envolvido, parafernália em volta usada pra registrar tudo, um trabalho do cão.

Aguardem cenas dos próximos capítulos.