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Anotações sérias

Enviado em software por Caio César no Maio 12, 2008
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Você costuma tomar muitas notas quando utiliza o seu computador? Se costuma, como anda fazendo? Usando uma aplicação estilo o Tomboy ou XPad ou ainda apelando para os famigerados e valentes “.txt”?

Quando me fiz essas perguntas, me encontrava com um acervo (leia-se zona) muito grande de anotações dispersas em inúmeros arquivos “.txt” e várias notas post-it do XPad (que por sinal, andava me irritando com alguns bugs e constantes encerramentos súbitos).

A solução foi quando eu decidi procurar um programa similar ao KeyNote, não… não o programa de apresentações da Apple, mas este aqui:

Queria algo similar para Linux, nem precisava ser tão bom, com abas e todos os recursos do KeyNote. E de fato, não achei algo como o KeyNote, mas cheguei bem perto e principalmente, resolvi meu problema.

O nome da solução? NoteCase. A interface do programa é limpa e apresenta uma disposição de dois painéis abaixo da barra de ferramentas, veja:

No lado esquerdo, é apresentada a estrutura do documento em árvore e no lado direito, o conteúdo correspondente à entrada selecionada na árvore. Simples, não?

Você pode criar nós com certa liberdade e ir estruturando suas anotações, conforme desejar. O programa inclui 4 ícones para representar os nós e você pode usar ícones armazenados no sistema-de-arquivos também, como eu fiz na captura acima.

O programa permite a inclusão de imagens nas anotações, uso de formatação básica no texto (não é possível alterar a fonte, por exemplo), inclusão de ligações para endereços web e a inclusão de anexos, o que é muito útil.

Para quem estiver preocupado com o formato usado pela aplicação (.ncd), o mesmo é uma espécie de XML e o NoteCase exporta para HTML e (pasmem!) até para um binário executável, o que é raríssimo de ser visto por aí. Os anexos ficam armazenados dentro do arquivo codificados em BASE64.

Se você quiser usar o NoteCase para gerenciar tarefas de forma básica, é possível também. Por exemplo, se você tem um nó chamado “Faculdade” e vários subnós, cada qual correspondente a uma tarefa (trabalhos e pesquisas, por exemplo), contendo informações e apontamentos, você pode ter controle do que já foi feito teclando espaço (ou se preferir, usando o comando “Mark node as finished” no menu contextual) ao selecionar o subnó na árvore. Vá até o nó pai (nesse caso, seria Faculdade) e verá na barra de status o progresso, incluindo até porcentagem de conclusão. É bem legal, embora minha explicação talvez tenha ficado confusa.

Um detalhe interessante é que a ajuda do programa foi montada usando ele próprio. Muito legal.

Espero que tenham gostado e que esse software facilite tanto a vida do leitor quanto facilitou a minha.

Osmo!

Enviado em software por Caio César no Maio 12, 2008
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Precisando de um organizador pessoal prático e rápido, que possa ficar sempre à sua disposição? Então você talvez queira experimentar o Osmo.

O que mais chama a atenção no aplicativo não é a leveza ou a quantidade de recursos, mas sim, a interface, organizada de forma diferente e que certamente não é comum. Eu particularmente gostei e talvez tenha sido um dos motivos para a escolha dele.

Captura de tela do Osmo

Assim como boa parte do que uso, o Osmo não pede bibliotecas obscuras ou é voltado para algum ambiente gráfico de grande porte. O programa utiliza o toolkit gráfico Gtk2 e tem um visual bacana e atual, que combina com o conjunto de ícones Tango.

Basicamente, você pode organizar nele: contatos, tarefas e controlar um calendário de forma básica. Parece muito simples? Talvez até seja, mas o programa é rápido e o uso dos recursos não é complexo, o que torna-o prático para um uso corriqueiro e diário.

Uma dica para tornar o fácil o acesso é deixá-lo sempre na bandeja do sistema e carregá-lo automaticamente com seu ambiente gráfico.

Mas infelizmente, nem tudo são flores… o projeto é bastante novo e ao contrário do Geany, carece de uma boa tradução para o português do Brasil. Estou cogitando até traduzir, pois é um programa muito bacana. No momento, venho usando em inglês e descartei o arquivo de localização — /usr/share/locale/pt/LC_MESSAGES/osmo.mo —, em meu Slackware Linux 12.

Vale uma conferida, com certeza!

Até a próxima.

A arte de rabiscar

Enviado em software por Caio César no Maio 11, 2008
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Ah… os programas de desenho… muitos de nós, quando crianças, passávamos horas e horas desenhando, ou, como prefiro dizer, fazendo uns rabiscos, hehehe. Alguns desenhavam em papel, mas não raramente, desenhavam em computadores também.

Quem começou com Windows 3.x, provavelmente o fazia no Paintbrush e quem começou com Windows 9x/NT 4, provavelmente o fazia no Paint.

O ambiente Gnome, por padrão, não traz nada que lembre um programa raster de desenho voltado para tarefas simples, como era o Paintbrush. O ambiente KDE, possui o “kolourpaint”, mas nem todos usam KDE ou mesmo gostam da opção fornecida pelo ambiente.

Eis então que temos o mtPaint, mostrado na captura de tela abaixo:

O mtPaint não possui uma interface inovadora e nem mesmo parece simples de usar como um Microsoft Paint da vida. E de fato, ele não é, embora tenha uma cara simpática.

O programa apresenta recursos como a exportação da imagem em ASCII-art e a possibilidade de criar GIFs animados, visto que é possível criar animações, usando a (rústica) capacidade de layers (camadas) que o programa fornece.

O programa também trabalha de forma simples com canais e permite o uso de uma dúzia de efeitos.

Uma outro ponto a se destacar, é o suporte a dispositivos de entrada extendidos, tais como mesas digitalizadoras, o que provavelmente deve enriquecer a experiência (ou diversão, dependendo da pessoa).

Em meu sistema Slackware Linux 12, o programa é capaz de salvar e abrir arquivos nos formatos BMP, GIF, PNG, TGA, TIFF e XPM. Desconheço o motivo da omissão do popular JPEG.

Com certeza o mtPaint é mais um programa bacana e pouco conhecido. Se você sempre gostou de aplicações como o Paintbrush, agora já conhece uma opção interessante.

Aguardo seu feedback e quem sabe umas ilustrações também ;-) . Até a próxima!

Introdução ao Geany

Enviado em software por Caio César no Maio 11, 2008
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Quando pensamos em edição de texto, especialmente para usuários mais avançados ou simplesmente geeks em sistemas *nix e Unix-like, dois nomes costumam ser citados: emacs e vi (ou a versão melhorada dele, vim). Entretanto, além de uma infinidade de editores populares, para X Window ou console, temos sempre bons aplicativos que ficam perdidos.

Hoje, apresento um deles, como alternativa ao vi/vim ou emacs, e o nome dele, obviamente, é Geany.

Como disse antes, na imensidão de opções, boas aplicações ficam perdidas, e com relação do Geany, no meu “círculo social”, só vejo duas pessoas falarem do programa ativamente, eu mesmo e meu companheiro do canal #lin_vs_win, Vinícius PXMB. Isso é simplesmente chato, pois a aplicação é superior em vários sentidos ao GEdit ou até mesmo ao Kate, por exemplo. E o melhor: não depende de Gnome e nem de KDE, o programa é simplesmente Gtk2 e mais nada. Isso é um trunfo muito grande para aqueles que não usam ambientes “full” como os dois citados anteriormente.

Outro ponto forte é que o foco do programa é ser um IDE — ambiente de desenvolvimento integrado — e não um mero editor de textos avançado, por conta disso, várias linguagens são suportadas, inclusive suportando também compiladores.

A interface principal também exporta uma área de registro para operações realizadas e anotações rápidas, além de um simpático emulador de terminal VTE embutido. Essa área de registro é apresentada como “Janela de mensagens” e pode ser conferida na captura de tela abaixo:

Para quem utiliza ou já utilizou um editor como o Kate, sabe que uma barra lateral que permita acesso a diretórios, arquivos abertos e mesmo blocos do arquivo pode ser essencial. O Geany não deixa esse importante recurso de fora, o qual é apresentado como “Barra lateral” e pode ser conferido na captura de tela abaixo:

Importante dizer que o programa é bastante configurável e nunca apresentou problemas de instabilidade ou funcionamento errático no meu uso, que é praticamente diário. Sou usuário do mesmo desde a versão 0.12 (atualmente, a aplicação se encontra na versão 0.14).

Pontos fortes

  • Leveza
  • Estabilidade
  • Grande quantidade de recursos mesmo com um número de versão baixo
  • Suporte para plugins

Pontos fracos

  • Pouco conhecido

Espero que tenham gostado dessa introdução ao meu editor de textos favorito e aguardo um feedback. Até a próxima.