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Enviado em da redação por Fabiane no Fevereiro 24, 2008

Quando se faz uma pesquisa científica, deve-se ver o problema “de fora”. No meu caso, vou pesquisar a respeito dos softwares open source e sua aplicabilidade como ferramenta par designers. Meu pré-conceito diz que os open source vão perder e que os proprietários são muito superiores, mas eu não posso chegar a conclusões precipitadamente. Eu preciso provar com pesquisa bibliográfica, de campo, quantitativa e qualitativa, e apenas depois disso elaborar uma conclusão. E devo ter um cuidado que muitos pesquisadores não têm: tem gente que ama tanto o seu tema que encontra base para provar sua hipótese. Se for assim, nem precisa fazer pesquisa, oras!

Seguem abaixo trechos de alguns livros que usei como referência.

“[...] a informática pode ser utilizada em praticamente toda a atividade humana. Mas seus efeitos são especialmente avassaladores em algumas, principalmente pela drástica redução de mão-de-obra e aumento vertiginoso da produtividade.”

[CARMO, João C. O que é informática. Coleção Primeiros Passos. 2ª edição. São Paulo: Brasiliense, 1986, p. 46]

“[...] os desenvolvimentos digitais oferecem aos designers um leque de ferramentas de luxo para explorarem, desenvolverem e realizarem idéias de formas mais eficientes, mais rápidas e baratas.”

[GORDON, Bob e Margie. O guia completo do Design Gráfico Digital. Lisboa: Livros e Livros, 2003, p.9]

“Quando você projeta um objeto com o computador, cria um modelo eletrônico descrevendo todas as três dimensões do objeto. Se você quiser ver o objeto de uma perspectiva diferente, pode pedir para o computador exibi-lo em outra visualização. No papel, você precisa produzir um desenho diferente para cada visualização e, se fizer alterações, terá de redesenhar todas as visualizações afetadas.”

[NORTON, Peter. Introdução à informática. São Paulo: Makron Books, 1996, p. 9]

“Com o aparecimento de plataformas operacionais como os sistemas Macintosh (introduzido pela Apple em 1984) e Windows (introduzido pela Microsoft para concorrer com o primeiro), tornou-se não somente possível como simples e barato manipular fontes, espacejamento, entrelinhamento e uma série de outros elementos gráficos que antes era de domínio quase exclusivo do tipógrafo profissional. Como conseqüência, o exercício do design gráfico – ou pelo menos do seu aspecto instrumental – foi democratizado de modo radical e decisivo, processo que aparenta estar apenas no início.”

[DENIS, Rafael Cardoso. Uma introdução à história do design. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 2000, p. 214]

“Em um sistema em que a prosperidade depende de um consumo sempre crescente, a idéia de produtos descartáveis passa não somente a fazer sentido mas se torna uma necessidade. Quanto mais se joga fora, mais oportunidade se gera para produzir de novo o mesmo artigo, o que ajuda a manter uma taxa positiva de crescimento. A pratica de descarte se tornou tão central à filosofia da indústria americana nessa época que acabou sendo levada ao palco conceitual: levando a idéia da obsolescência estilística à sua conclusão lógica, muitas indústrias deram início [...] a uma política de obsolescência programada, ou seja, de fabricar produtos projetados para funcionar por um tempo limitado. Embora os avanços tecnológicos permitissem criar produtos que durassem cada vez mais, não era necessariamente do interesse do produtor que isso ocorrece. A meta do sistema era estimular o consumo de reposição, aproveitando uma superabundância de materiais e de capacidade produtiva para manter o crescimento contínuo do todo.”

[Op Cit. p. 151]

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