Links
Quando um webdeveloper constrói uma página web, testa no Firefox, no Opera, no Netscape e até no (Argh!) Internet Explorer, mas nunca imagina testar num navegador em modo texto, né?
Pois bem, eu aceitei o desafio de um companheiro da comunidade e instalei o Links, o navegador em modo texto muito famoso do mundo Unix, no meu Ubuntu. E quer saber? É mais ou menos a mesma coisa que navegar por um browser “normal”, mas sem as imagens e as firulas todas.
Para acessar o Links, abra o terminal e digite links. Se ele não tiver instalado, instale. Se você, como eu, usa uma distribuição Linux Debian-based, digite no terminal sudo apt-get update, digite a senha de administrador, depois sudo apt-get install links. Ele vai instalar o programa, mas não pense que vai achá-lo nos menus, pois ele é um programa para modo texto, assim como o Emacs, o vi e o ffmpeg. Depois de instalado, digite links e comece a navegar.
De início, a tela do terminal estará vazia. Aperte Esc, e o menu do programa aparecerá no topo da tela, e você poderá navegar por entre as opções usando as setas. Para escolher uma opção, é só apertar Enter. Para visitar um site, é simples: aperte g, digite o endereço e depois aperte Enter. Ele vai carregar a página mais rápido, e ainda vai ter todas (ou quase todas) as opções da interface gráfica.
Em geral, ele é tão intuitivo quanto qualquer navegador comum, com a diferença que você usa o teclado para navegar e não aparecem imagens. Se não lembra um atalho, aperte Esc e procure no menu. Simples assim.
O bom de uma pessoa que trabalha com web usar um navegador desse é que você vê a importância de se usar os webstandards e pode corrigir certos erros na programação de sua página. No meu outro blog, por exemplo, haviam scripts não-comentados que ficavam aparecendo no Links e, muito provavelmente, em algum navegador antigo. Usando o Links, também vi na prática a importância de se colocar texto alternativo (argumento alt) nas imagens. Eu não tenho este hábito, mas a partir de agora, vou me esforçar pra isso.
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Erros semânticos no Megalopolis
Outra coisa que se percebe é a futilidade das páginas desenvolvidas em Flash. Além delas serem ruins de se construir (apesar de ser muito mais fácil fazer assim), implementar e compatibilizar, são inúteis num navegador como o Links, pois o que estiver em Flash não aparece. Você pode achar que eu estou falando besteira, e que um site como o YouTube não faria sentido se não fossem os .swf, só que o YouTube é um caso especial, assim como é justificável fazer tudo em Flash um portfolio online, ou coisas mais interativas, mas uma página comum toda em Flash é bobagem.
Por ser leve, resolvi testar downloads no Links. É só acessar o link do arquivo a ser baixado, apertar a tecla d, e confirmar o download. Leva pelo menos a metade do tempo que levaria num Firefox da vida e salva direto na pasta home. Não testei download de arquivos mais pesados, como músicas, porque a conexão está muito lenta aqui, mas quando testar, dou um update neste artigo.
UPDATE: Download muuuuuuuuuito rápido de arquivos pesados com o Links!
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O Links fazendo download de imagem
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A imagem que Links baixou pra mim. Bi-ita, não?
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Links baixando música. Pirata sim, e daí?
Por tudo o que o Links é capaz de fazer, acho que ele será um aplicativo muito usado ainda aqui no meu desktop…
iPhone open source
Já comentei sobre o Xara aqui. Confesso que, enquanto a maioria das pessoas que opta por um software de ilustração vetorial open source usa o Inkscape, eu não consegui me adaptar à ele, e prefiro Xara.
A ilustração abaixo eu fiz usando o Xara, para um trabalho da faculdade. Desenhei o iPhone, da Apple, e usei uma imagem em bitmap como papel de parede do gadget.

Só não disponibilizo o arquivo .svg porque, por algum motivo obscuro, o Xara sempre dava erro ao tentar exportar: o resultado da exportação para este formato falhava. Você pode ver o iPhone original no site da Apple.