Linux não é Windows – 1 de 7
O texto abaixo é uma adaptação minha da primeira parte deste texto aqui. Nele, o autor discorre sobre como o Linux é diferente do Windows e de como isso não é um problema. Vou ir traduzindo-o aos poucos e, conforme essa tradução for acontecendo, eu vou postando aqui. É um texto muito interessante e concistente, que vale a leitura.
Se você chegou a esta página, há chances de você ser um usuário de Linux relativamente novo que está tendo problemas na migração do Windows para o Linux. Esse é um problema p[ara muitas pessoas, e é por causa disso que este artigo foi escrito. Muitos problemas individuais surgem em decorrência deste único problema, mas o artigo está dividido em múltiplas áreas de ploblemas.
Problema número 1: Linux não é exatamente a mesma coisa que o Windows
Você ficaria admirado com a quantidade de pessoas que acha isso ruim. Eles vêm para o Linux, esperando encontrar essencialmente uma versão livre e gratuíta do Windows. Na maioria das vezes, isso é o que lhe disseram usuários de Linux muito zelosos. Entretanto, é uma esperança paradoxal.
As razões específicas do porquê de as pessoas testarem o Linux variam bastante, mas a maior delas costuma está em um ponto: Elas esperam que o linux seja melhor que o Windows. Critérios de medida comuns para este sucesso é o custo, escolha, performance, e segurança. Há vários outros. Mas todo usuário de Windows que testa o Linux, o faz porque espera que ele seja melhor do que o que está usando no momento.
É aí que está o problema.
É logicamente impossível para qualquer coisa ser melhor que outra da qual é totalmente idêntica. Uma cópia perfeita deve ser equivalente, mas nunca poderá ultrapassa-la. Mas quando você testa o Linux na esperança de que será melhor, você está inescapavelmente esperando que será diferente. Muitas pessoas ignoram este fato, e destacam cada diferençaa entre os dois sistemas operacionais como sendo uma falha do Linux.
Como um exemplo simples, considere as atualizações de drivers: um tipicamente atualiza um driver de hardware indo no site do fabricante ebaixando o novo driver, enquanto que no Linux você atualiza o kernel.
Isso significa que um simples download & upgrade no linux te dá as mais novas versões de drivers disponíveis para sua máquina, enquanto que no Windows você tem que surfar pela web procurando e baixando cada atualização individualmente. É um processo bem diferente, mas certamente não é ruim. Mas muitas pessoas acham um problema, pois não é o que estão acostumadas a fazer.
Ou, um outro exemplo com o qual você deve estar mais afeito, considere o Firefox: um dos maiores sucessos em termos de open-source da história. Um navegador que tomou o mundo de assalto. Ele alcançou este sucesso sendo uma perfeita imitação do Internet Explorer, o navegador-mais-popular?
Não. Ele alcançou este sucesso por ser melhor que o IE, e é melhor por ser diferente. Ele tem navegação por abas, bookmarks em tempo real, barra de busca embutida, suporte a PNG, extensões para bloquear anúncios, entre outras coisas maravilhosas. A ferramenta de “Busca” fica na barra de ferramentas ao rodapé e procura pelos resultados enquanto você está digitando, e fica vermelha quando não encontra nada. O IE não tem navegação por abas, não tem RSS, barras de busca só com extensões produzidas por terceiros, uma caixa de diálogo de busca que requere que se clique no “OK” para começar a procurar e outro clique no “OK” para apagar a mensagem de “não encontrado”. Uma clara e indiscutível demonstração de um aplicativo open-source que tem alcançando sucesso por ser melhor, e sendo melhor por ser diferente. Ter o Firefox como um clone do IE é varrê-lo para a obscuridade. E ter o Linux como um clone do Windows é a mesma coisa.
Solução para o problema número um: Lembrar que onde o Linux é familiar e da mesma forma você estiver acostumado a ele, isso não é novo & melhorado. Bem vindo a um lugar onde as coisas são diferentes, pois somente aqui elas tem uma chance de brilhar.
Pirataria
No meu outro blog publiquei hoje um artigo tratando da pirataria de software e de mídia. Vale a pena a leitura.